Jerónimo de Sousa na Marinha Grande

<font color=0093dd>Por uma verdadeira política de emprego</font>

A CDU está empenhada em eleger um deputado no círculo de Leiria. Durante uma acção de campanha, realizada na Marinha Grande, o secretário-geral do PCP sublinhou a importância de uma nova política, que defenda quem trabalha.

Combater todas as formas de discriminação

«Nós precisamos urgentemente de uma nova política, uma política verdadeiramente democrática e alternativa, com um programa que responda à grande questão que se tornou num dos problemas centrais da sociedade portuguesa: o crescimento económico enérgico e sustentado acima da média europeia e potenciador da criação de emprego», afirmou, sexta-feira, Jerónimo de Sousa, na Marinha Grande.
Segundo o secretário-geral do PCP, que participou num jantar de apresentação de candidatos da CDU pelo círculo de Leiria, que contou com mais de 300 pessoas, a valorização da produção e do aparelho produtivo nacional, o aumento da produtividade, do investimento público e do investimento directamente produtivo são medidas impreteríveis e a ter em conta.
«O que o País precisa e não pode adiar por mais tempo é de uma política virada para a dinamização da produção e do consumo, incrementando o investimento na agricultura, nas pescas, na indústria e nos serviços, em detrimento do investimento especulativo», continuou, sublinhando que tem que haver «uma estratégia de desenvolvimento e de dinamização da produção assente em duas vertentes - no crescimento das exportações e no alargamento do mercado interno por via do crescimento dos salários e das pensões e de uma mais justa repartição do rendimento nacional e não à custa do crescente endividamento das famílias».
Jerónimo de Sousa referiu ainda a importância de uma verdadeira política de emprego que responda às necessidades e aos desafios do País, combata o desemprego existente, promova um emprego de qualidade, aumente a qualificação dos trabalhadores e garanta a igualdade de oportunidades.
«Uma política de combate ao desemprego que, como nós defendemos, lance programas de emprego e formação, que permita uma acesso efectivo ao emprego e não a uma mera ocupação para os desempregados, mas também programas de reconversão sérios que permitam, particularmente àqueles que foram expulsos do mercado de trabalho, recomeçar uma nova vida, como desejam muitas mulheres vidreiras atiradas para o desemprego, sem alternativa nestes últimos anos», defendeu, prometendo combater a deslocalização de empresas, a defesa da redução faseada no horário de trabalho para 35 horas, em correlação com os aumentos de produtividade, medidas legislativas que garantam um efectivo combate ao emprego precário e clandestino e pela revogação da actual legislação dos contratos a prazo para os jovens e os trabalhadores de longa duração.

Recessão e crise

Durante a sua intervenção, sempre aplaudida pelos apoiantes da CDU, Jerónimo de Sousa falou ainda da governação PSD/CDS-PP, onde os trabalhadores foram confrontados com uma dura ofensiva contra os seus direitos fundamentais, concretizada, entre outras medidas, com o Código de Trabalho e a sua regulamentação.
«Prosseguiram e aprofundaram de forma desastrosa para o País uma política que há muito deu provas de não resolver os graves problemas nacionais e que se traduziu num sério retrocesso nas condições de vida dos trabalhadores e do povo português, com o crescimento exponencial do desemprego e a diminuição do poder de compra dos seus salários», frisou, dando conta que, nos últimos três anos, na Marinha Grande, 600 postos de trabalho foram destruídos, «em resultado desta política suicida que não defende a produção nacional, que se submete à lógica das soluções neoliberais dominantes, que fazem do défice das finanças públicas uma arma de arremesso contra os trabalhadores e os seus direitos e contra as condições de vida das camadas populares e que condena a economia portuguesa ao atraso e à sua crescente fragilização e dependência e subordinação».
Horas antes, Jerónimo de Sousa participou numa iniciativa de contacto com a população. Percorrendo a zona histórica da Marinha Grande, o secretário-geral do PCP, acompanhado de várias dezenas de militantes, espalhou confiança aos populares que encontrou na rua e no interior de estabelecimentos comerciais.
Muito bem recebido, por entre apertos de mãos e beijinhos, sublinhou que, para uma mudança a sério, é preciso votar na alternativa, na força que sempre teve um comportamento coerente e consequente, a CDU.



No dia em que terminavam as comemorações do 71.º aniversário do 18 de Janeiro de 1934 - ocasião onde se deu um levantamento armado, levado a cabo pelos operários vidreiros, numa tentativa de acabar com as situações de perseguição, exploração e falta de trabalho, que por várias vezes, nos últimos anos, os haviam atirado para a miséria e para a fome - Jerónimo de Sousa, em nome do Comité Central do PCP, saudou, calorosamente, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Vidreira pela sua luta.
«A revolta do 18 de Janeiro não é apenas o dia em que o povo tomou o poder aqui na Marinha Grande para se opor à liquidação dos sindicatos livres, com a aplicação do Estatuto do Trabalho Nacional e à sua transformação em apêndices do poder corporativo fascista de Salazar», lembrou o secretário-geral do PCP, destacando que aquele dia havia marcado «o momento de viragem contra a ditadura fascista, em fase de institucionalização, um momento alto da resistência ao fascismo. Um momento que deixou sementes que germinaram numa manhã de Abril quatro décadas depois».
Para Jerónimo de Sousa, foi ainda um símbolo de «abnegada combatividade» e entrega dos comunistas à luta dos trabalhadores e do seu povo. «A insurreição de 18 de Janeiro culminava um período de importantes lutas pelo direito ao emprego e a um salário digno e que prosseguiu sempre com a mesma coragem e abnegação, anos a fio também pela democracia e liberdade. Uma luta que percorre todo o século XX pela conquista da dignidade cívica e por um trabalho com direitos, muitos dos quais duramente conquistados», sublinhou, concluindo: «Uma luta que vivamente saudamos!».

Eleger um deputado por Leiria

Jorge Amador, cabeça de lista da CDU, valorizou a acção do PCP na Assembleia da República, tendo apresentado vários projectos na defesa das aspirações da população do distrito de Leiria, nomeadamente o alargamento do IC2, o relançamento do Hospital Termal das Caldas da Rainha, o apoio à Escola Superior de Tecnologia do Mar em Peniche, a resolução dos problemas ambientais da Lagoa de Óbitos, do rio Liz ou do Arouca e a melhoria de condições da rede dos centros de saúde. Estas medidas foram chumbados pelo CDS/PP e pelo PSD e contaram com a abstenção dos deputados do PS.
«Com esta política de direita, desde há largos anos levada a cabo umas vezes por uns, outras vezes por outros, está bem de ver que as mais nefastas consequências sociais são inevitáveis e cabe à CDU não ficar quietinha e caladinha, mas sim denunciar todo este lamentável estado de coisas», argumentou Jorge Amador, sublinhando que «um deputado da CDU por Leiria é um objectivo que pode e deve ser alcançado, objectivo pelo qual nos batemos e bateremos com denodo e cuja concretização constituirá importante contribuição para o reforço da CDU no plano nacional, condição indispensável para uma alternativa política de esquerda».
No final da sua intervenção, o cabeça de lista da coligação pelo distrito de Leiria apelou ao envolvimento de todos os militantes e simpatizantes da CDU para travar mais este combate.
«Porque falar-se em “novo rumo” não será mais que pura e simples mistificação, caso os conteúdos essenciais da política a prosseguir na sequência das eleições se mantenham no fundamental idênticos aos que têm sido seguidos até aqui, é preciso fazer chegar a toda a gente esta mensagem – que não é propaganda, mas realidade indiscutível: a de que cada voto na CDU é que é na verdade um voto a sério para mudar o destino de Portugal», concluiu Jorge Amador.
Durante a iniciativa, que se realizou na Sociedade de Beneficência e Recreio 1.º de Janeiro, discursaram ainda Sérgio Moiteiro, 2.º candidato da lista da CDU por Leiria, e Teresa Neves, da Comissão Executiva e do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes».


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Com uma imensa confiança

Muito antes de saber o que era ser comunista e mais longe ainda de saber que um dia viria a ser secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa aprendeu com os camaradas de trabalho mais velhos, que lhe abriram os olhos para o que era a exploração, o iniciaram na leitura do Avante! e o estimularam para a luta através das páginas de livros proibidos. Militou antes de ser «militante encartado» e fez o caminho de revolucionário ao serviço do povo com a mesma naturalidade com que cimentou as convicções que hoje dão força às suas palavras. Diz de si próprio não ser um produto acabado e tudo dever ao Partido que agora lhe entregou a responsabilidade de um cargo que assume enquanto expressão da vontade colectiva e para um trabalho colectivo.
Entrevista Jerónimo de Sousa ao Avante! a menos de um mês das eleições legislativas. Uma batalha de todo o Partido, afirma, porque «sem o reforço do PCP e da CDU na Assembleia da República não há soluções credíveis e boas para o País».

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